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Cosplayer - O manga da vida real !


Conheça o universo fantástico do Cosplay, um hobby que já virou mania mundial.

O que você faria se saísse na rua e desse de cara com o Batman? Ou então com o capitão Jack Sparrow? Não parou para pensar no assunto? Pois deveria. Esbarrar por aí com seu personagem  favorito não é mais algo impossível.           
     Aos olhos desavisados, encontrar alguém completamente caracterizado como um herói pode parecer brincadeira de criança, ou sinal de carnaval fora de época. Mas não é nada disso. Trata-se da arte do cosplay, que consiste em fantasiar-se como personagens pertencentes ao universo do entretenimento.
    Surgida na década de 70, a atividade teve seu início nos Estados Unidos, em convenções de ficção científica, onde fãs se vestiam como os personagens da série Star Trek e dos filmesStar Wars. Apesar das raízes norte-americanas, foi no Japão, nos anos 80, que o cosplay começou a ganhar popularidade ao redor do mundo. A influência nipônica é tão forte, que ainda hoje, a maioria dos participantes – também conhecidos como cosplayers – prefere homenagear mangás, animes e games japoneses com seus figurinos.
Mania principalmente entre o público teen, praticar cosplay cativa por unir a paixão dos fãs de cultura japonesa e pop, com a interatividade social e um lado mais artístico (mostrado na confecção das fantasias e nas apresentações em campeonatos).
     Para o cosplayer Vinícius Santos, 19 anos, os elementos que levam as pessoas a adentrarem neste mundo de fantasia podem ser os mais diversos, como a identificação com um personagem, a possibilidade de participar das competições e chance de se destacar nos eventos. “Comecei para ajudar um amigo em uma competição. Ficamos em penúltimo lugar, mas a plateia disse que merecíamos o primeiro, e isso me satisfez demais”, conta. Com Franciele Pacheco, 18, a “Fran Cos” e Luana Barreto, 19, também conhecida no meio como “Punk Chan”, a influência de pessoas próximas foi fundamental para a descoberta desta cultura. “Tudo começou em abril de 2008, por intermédio de alguns amigos que já frequentavam os tais 'eventos de anime', que até então, me eram desconhecidos. Mas o interesse veio mesmo ao fazer um trabalho de sociologia sobre o tema, no segundo ano do Ensino Médio”, relata Franciele. Para Luana, um amor resultou no descobrimento de uma paixão maior. “Me tornei cosplayer por meio de um ex-namorado. Ele me levou a um evento em 2007 e me deu uma fantasia para interpretarmos um casal de personagens. Não tinha ideia de que iria gostar, mas isso acabou acontecendo pela atenção recebida das pessoas, que tiram muitas fotos”, afirma. 

Praticar cosplay é interessante, pois além da diversão garantida nos eventos, existem muitas formas de se destacar, como nos campeonatos, que valem prêmios e até dinheiro. Em nosso país, acontecem diversas competições. O que varia entre elas são as modalidades e os critérios de avaliação. As categorias mais comuns são figurino e interpretação. Na primeira, o que é analisado é a fidelidade da fantasia e a semelhança estética com o personagem. Na segunda, o que conta é a qualidade da performance.
    Uma das maiores competições do mundo é o World Cosplay Summit, organizado pelo canal de TV japonês Aichi. Os participantes passam por diversas etapas, e o vencedor tem a chance de representar o Brasil no Japão.
 Pensa que é só alugar uma fantasia para chegar em um evento e fazer sucesso? Pois está muito enganado. Ser cosplayer requer muita imaginação, desenvoltura para lidar com as adversidades, uma boa dose de talento dramático, e claro, investimento. Tudo depende do projeto que se pretende realizar e do objetivo a ser alcançado com ele (apenas diversão ou competir).

    Os contratempos encontrados pelo caminho não são poucos para quem decide se transformar em herói por um dia. “Se não tem perrengue, não é cosplay. Os maiores problemas ocorrem durante as apresentações. Sempre tem algo que falha, seja a falta de ensaio ou algo que desgruda na hora. Embora esta seja a parte mais 'engraçada', conheço muitas histórias de gente que se deu mal por conta disso”, diz Vinícius.
     Com Luana os problemas são outros. “A gente passa frio e calor. Em alguns casos, tive de enfaixar os seios e usar um cosplay tão grande que não conseguia andar e enxergar direito”, conta.
    Os gastos também são relativos, variando conforme os materiais escolhidos e o valor da mão-de-obra. De acordo com Franciele, para um traje mais simples, se investe em média 100 reais. Nos mais complexos e detalhados, o preço médio varia entre R$250,00 e R$500,00, podendo ir muito mais além desta faixa. Mas não se assuste, caso esta lhe pareça uma atividade muito cara. De uns tempos para cá, uma nova modalidade de cosplay vem ganhando destaque: o “Cospobre”. 
Acha que cosplay é muito caro e além disso dá um trabalhão? Que tal fazer “Cospobre”, uma espécie de versão alternativa do hobby? Esta atividade consiste em criar um figurino com materiais recicláveis e baratos, como caixas de papelão e roupas antigas. Até aquela sua máscara de Mickey Mouse do carnaval está valendo!
   Ao contrário do cosplay, que busca a perfeição tanto na aparência como na dramatização do personagem, o cospobre tem por objetivo brincar e fazer piada com tudo isso. No fim das contas, não importa se você vai fazer um figurino super elaborado ou algo mais modesto. O  importante é se divertir!


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