BEM-VINDOS AO HALL DAS SÉRIES

O Quarto Poder (por Marcelo Castro)



Um repórter de televisão (Dustin Hoffman) que está em baixa, mas já foi um profissional respeitado de uma grande rede, está fazendo uma cobertura sem importância em um museu de história natural quando testemunha um segurança demitido (John Travolta) pedir seu emprego de volta e, não sendo atendido, ameaçar a diretora da instituição com uma espingarda. Ele nada faz com ela, mas acidentalmente fere com um disparo acidental um antigo colega de trabalho. O repórter, de dentro do museu, consegue se comunicar com uma estagiária que está em uma caminhonete nas proximidades, antes de ser descoberto pelo ex-segurança, que agora fez vários reféns, inclusive um grupo de crianças que visitavam o museu. Em pouco tempo um pedido de emprego e um tiro acidental se propagam de forma geométrica, atraindo a atenção de todo o país. O repórter convence ao segurança que este lhe dê uma matéria exclusiva e promete em troca comover a opinião pública com a triste história do guarda desempregado. É a sua chance de se projetar e voltar para Nova York, mas nem tudo acontece como o planejado. Os fatos são manipulados pela imprensa e tudo sai do controle, pois apenas altos salários e índices de audiência contam e a verdade não é tão importante assim. 
Após seu ex-colega de trabalho morrer pelo tiro acidental disparado por Sam, o FBI cerca o local e da um ultimato ao mesmo. Sam se desespera e solta todos os reféns e logo depois, causando uma explosão suicida!
Max, que sai ferido. Ainda tem forças para dizer“Nós o Matamos!”, no microfone oferecido por sua assistente!

Watch Dogs




    Watch Dogs é um jogo de ação da Ubisoft compatível com as plataformas Xbox 360, PS3 e PC. O game apresenta gráficos acima da média dos jogos atuais, além de ter uma jogabilidade interessante. O ambiente de Watch Dogs é urbano e a trama do jogo envolve hackers. A história do jogo começa com um apagão nos EUA, possivelmente provocado por cibercriminosos, e esse ataque leva o governo norte-americano a criar a rede CTOS.




   Aiden Pearce, um vigilante buscando justiça, que utiliza como principal arma a sua capacidade de hackear o mundo a sua volta. Jogadores poderão hackear desde detalhes, como a vida de cada pessoa que passa na rua, até sistemas complexos, como câmeras de segurança e barricadas.

    Além da história principal, será possível se envolver em histórias paralelas, entrando na vida de pessoas que vivem em Chicago e resolvendo problemas de uma maneira que apenas Aiden poderia resolver. O jogo também tem um modo multiplayer online que permite aos usuários se infiltrarem na aventura dos amigos e causar caos para eles.

  ANALISE

    Watch Dogs  é um dos jogos mais complexos já produzidos devido à quantidade de detalhes que surpreendem cada vez que ele é jogado. Além da interatividade que rola por cada esquina da cidade de Chicago, um dos maiores destaques são os NPCs. Eles possuem vida própria, desde emprego, hobby, conta bancária, situação fiscal, passagens pela polícia, dentre outras atividades.

    Além disso, as reações são das mais variadas possíveis. Desde um espirro, passando por choros em cantos pela morte de algum parente, pedindo esmola nas ruas, escorregando e caindo no chão ao correr da chuva, discutindo com outro NPC por este ter esbarrado nele e até mesmo batendo foto e pedindo autógrafo ao jogador caso ele tenha uma boa reputação. É provável que você vá passar horas apenas observando a vida das pessoas e suas reações.

  
CONCLUSÃO


   
Um dos jogos mais aguardados dos últimos anos, "Watch Dogs" chegou com a premissa de ser inovador na jogabilidade e revolucionário na parte visual. A parte visual é realmente revolucionária, mas apenas se o jogador tiver uma máquina extremamente potente, com o que há de mais moderno em termos de placa de vídeo e processador. Tirando esta exigência, ele ainda é um jogo belíssimo, com efeitos visuais de encher os olhos.
   
    A jogabilidade inovou em alguns aspectos, principalmente na parte de se poder controlar tudo hackeando. Mas é também muito básica para um game desse porte e tem problemas, como o sistema de cover que deixa a desejar. Embora tenha seus prós e contras, "Watch Dogs" é um jogo indispensável para quem gosta de novidades e principalmente para quem possui uma máquina de ponta.






http://adrenaline.uol.com.br/biblioteca/analise/916/watch-dogs---a-inovacao-que-os-games-precisavam-na-interacao-e-na-arte-de-hackear.html

Motoqueiro Fantasma


Sinopse

Uma nova introdução do Motoqueiro Fantasma no Universo Marvel, em uma aventura que mescla poder, Céu, Inferno e um prisioneiro que quer se libertar.

Positivo/Negativo

A coleção Salvat / Panini com as melhores graphic novels da Marvel apresenta seu 15º volume com uma história na qual o polêmico roteirista irlandês Garth Ennis assume o título norte-americano do Motoqueiro Fantasma. Em sua companhia, está o ilustrador digital Clayton Crain.

No início desta reintrodução, o leitor descobre que o Motoqueiro está preso no Inferno, de onde tenta fugir, noite após noite, e nunca consegue. Afinal, esta é sua pena na terra dos demônios. Esta HQ já havia sido publicada no Brasil na revista Marvel Max, em capítulos.

Surgem, então, dois anjos que desejam evitar que um mal maior aconteça com a Terra, já que um poderoso demônio está para encarnar graças a um poderoso industrial. E tanto Céu quanto Inferno lançam mão de criaturas para interromper este nascimento.

Como é de se esperar em uma história de Ennis, os anjos recorrem ao Motoqueiro Fantasma para a missão. E, para tanto, prometem conseguir a liberdade de Johnny Blaze.

A partir daí, tem-se uma típica história de Garth Ennis. Céu e Inferno se confrontando, a humanidade sendo joguete de ambos os lados em uma trama relativamente envolvente.

Relativamente porque a história não empolga tanto. E não porque qualquer leitor acostumado às obras anteriores de Ennis, seja no comando das histórias de John Constantine, seja nas de sua maior criação, Preacher, percebe que ele está se contendo.

Claramente percebe-se a mão invisível da Marvel freando o escritor. Ele está muito menos ácido, mesmo atuando em um campo em que é mestre – a dicotomia Céu e Inferno –, divertido, espalhafatoso e sanguinolento.

Existem, sim, momentos de brilho, como o diálogo entre os anjos na Lua, onde a frase “devíamos ter ficado com os dinossauros” é proferida, ou quando um dos anjos resolve “apagar” uma mortal que os vê conversando no topo de um prédio.

Mesmo assim, é difícil tirar da boca o gosto de obra (mal) requentada. Parece que Ennis estava com preguiça.

Quanto à arte, Crain a faz inteiramente no Photoshop. Há quem ame, há quem odeie. De qualquer forma, é um desenho vistoso, que – principalmente nos momentos de brilho – chama a atenção.

Porém, como toda arte computadorizada, falta o dinamismo do desenho e, mesmo tentando colocar camadas de blur no Photoshop, Crain não consegue dar o senso de movimento que um traço mais orgânico teria.

A edição Salvat / Panini é muito boa. Como as demais dessa coleção, é em capa dura e fica bonita na estante, principalmente porque os volumes reunidos formarão um belo painel.

Há poucos extras: um prefácio de Marco Lupoi, diretor de publicações da Panini Itália, um recordatório explicando ao leitor novato o que aconteceu com o personagem até então, as capas das edições originais, um texto com a trajetória editorial do Motoqueiro Fantasma e, por fim, uma biografia do desenhista.

Não, não há a biografia de Garth Ennis. Provavelmente, ela saia quando outro título do mesmo escritor, Justiceiro – Bem-vindo de volta, Frank, chegar às lojas.

Mesmo não sendo um título sensacional, vale a leitura, nem que seja apenas para não deixar um furo na estante de quem optou por fazer a coleção.






Cosplayer - O manga da vida real !


Conheça o universo fantástico do Cosplay, um hobby que já virou mania mundial.

O que você faria se saísse na rua e desse de cara com o Batman? Ou então com o capitão Jack Sparrow? Não parou para pensar no assunto? Pois deveria. Esbarrar por aí com seu personagem  favorito não é mais algo impossível.           
     Aos olhos desavisados, encontrar alguém completamente caracterizado como um herói pode parecer brincadeira de criança, ou sinal de carnaval fora de época. Mas não é nada disso. Trata-se da arte do cosplay, que consiste em fantasiar-se como personagens pertencentes ao universo do entretenimento.
    Surgida na década de 70, a atividade teve seu início nos Estados Unidos, em convenções de ficção científica, onde fãs se vestiam como os personagens da série Star Trek e dos filmesStar Wars. Apesar das raízes norte-americanas, foi no Japão, nos anos 80, que o cosplay começou a ganhar popularidade ao redor do mundo. A influência nipônica é tão forte, que ainda hoje, a maioria dos participantes – também conhecidos como cosplayers – prefere homenagear mangás, animes e games japoneses com seus figurinos.
Mania principalmente entre o público teen, praticar cosplay cativa por unir a paixão dos fãs de cultura japonesa e pop, com a interatividade social e um lado mais artístico (mostrado na confecção das fantasias e nas apresentações em campeonatos).
     Para o cosplayer Vinícius Santos, 19 anos, os elementos que levam as pessoas a adentrarem neste mundo de fantasia podem ser os mais diversos, como a identificação com um personagem, a possibilidade de participar das competições e chance de se destacar nos eventos. “Comecei para ajudar um amigo em uma competição. Ficamos em penúltimo lugar, mas a plateia disse que merecíamos o primeiro, e isso me satisfez demais”, conta. Com Franciele Pacheco, 18, a “Fran Cos” e Luana Barreto, 19, também conhecida no meio como “Punk Chan”, a influência de pessoas próximas foi fundamental para a descoberta desta cultura. “Tudo começou em abril de 2008, por intermédio de alguns amigos que já frequentavam os tais 'eventos de anime', que até então, me eram desconhecidos. Mas o interesse veio mesmo ao fazer um trabalho de sociologia sobre o tema, no segundo ano do Ensino Médio”, relata Franciele. Para Luana, um amor resultou no descobrimento de uma paixão maior. “Me tornei cosplayer por meio de um ex-namorado. Ele me levou a um evento em 2007 e me deu uma fantasia para interpretarmos um casal de personagens. Não tinha ideia de que iria gostar, mas isso acabou acontecendo pela atenção recebida das pessoas, que tiram muitas fotos”, afirma. 

Praticar cosplay é interessante, pois além da diversão garantida nos eventos, existem muitas formas de se destacar, como nos campeonatos, que valem prêmios e até dinheiro. Em nosso país, acontecem diversas competições. O que varia entre elas são as modalidades e os critérios de avaliação. As categorias mais comuns são figurino e interpretação. Na primeira, o que é analisado é a fidelidade da fantasia e a semelhança estética com o personagem. Na segunda, o que conta é a qualidade da performance.
    Uma das maiores competições do mundo é o World Cosplay Summit, organizado pelo canal de TV japonês Aichi. Os participantes passam por diversas etapas, e o vencedor tem a chance de representar o Brasil no Japão.
 Pensa que é só alugar uma fantasia para chegar em um evento e fazer sucesso? Pois está muito enganado. Ser cosplayer requer muita imaginação, desenvoltura para lidar com as adversidades, uma boa dose de talento dramático, e claro, investimento. Tudo depende do projeto que se pretende realizar e do objetivo a ser alcançado com ele (apenas diversão ou competir).

    Os contratempos encontrados pelo caminho não são poucos para quem decide se transformar em herói por um dia. “Se não tem perrengue, não é cosplay. Os maiores problemas ocorrem durante as apresentações. Sempre tem algo que falha, seja a falta de ensaio ou algo que desgruda na hora. Embora esta seja a parte mais 'engraçada', conheço muitas histórias de gente que se deu mal por conta disso”, diz Vinícius.
     Com Luana os problemas são outros. “A gente passa frio e calor. Em alguns casos, tive de enfaixar os seios e usar um cosplay tão grande que não conseguia andar e enxergar direito”, conta.
    Os gastos também são relativos, variando conforme os materiais escolhidos e o valor da mão-de-obra. De acordo com Franciele, para um traje mais simples, se investe em média 100 reais. Nos mais complexos e detalhados, o preço médio varia entre R$250,00 e R$500,00, podendo ir muito mais além desta faixa. Mas não se assuste, caso esta lhe pareça uma atividade muito cara. De uns tempos para cá, uma nova modalidade de cosplay vem ganhando destaque: o “Cospobre”. 
Acha que cosplay é muito caro e além disso dá um trabalhão? Que tal fazer “Cospobre”, uma espécie de versão alternativa do hobby? Esta atividade consiste em criar um figurino com materiais recicláveis e baratos, como caixas de papelão e roupas antigas. Até aquela sua máscara de Mickey Mouse do carnaval está valendo!
   Ao contrário do cosplay, que busca a perfeição tanto na aparência como na dramatização do personagem, o cospobre tem por objetivo brincar e fazer piada com tudo isso. No fim das contas, não importa se você vai fazer um figurino super elaborado ou algo mais modesto. O  importante é se divertir!


X-men – Dias de Um Futuro Esquecido



Depois de X-men, as pessoas começarem a olhar os filmes de super-herói com outros olhos. O filme abriu caminho para outras produções do tipo, e parecia que finalmente era possível fazer filmes de super-herói que não parecessem a série do Batman dos anos 60.
Outros filmes foram aos poucos inserindo mais elementos “quadrinísticos” no cinema: Homem-Aranha mostrou que era possível fazer uma aventura com carga dramática usando um herói com roupa colante e um vilão saído dos Power Rangers. Cavaleiro das Trevas mostrou que filmes baseados em quadrinhos podiam oferecer algo mais. Watchmen mostrou que quadrinhos mais subversivos podiam ser adaptados, vimos super-heróis em períodos históricos e a Marvel Studios provou que era possível juntar diversos personagens de filmes isolados numa única produção.
O principal desafio de Dias de Um Futuro esquecido como filme era mostrar que a franquia X-men ainda pode ser relevante depois de tanta coisa que já se fez com os super-heróis no cinema. O resultado? Bem…É complicado.
xmen5 X men: Dias de Um Futuro Esquecido X men
Mesmo que o filme fosse extremamente ruim, Dias de um futuro esquecido já começa com o pé direito em dois pontos: ao adaptar uma das histórias mais clássicas dos personagens, e (para os fãs dos filmes) trazendo, não só o elenco da trilogia original como a cronologia da trilogia original, numa tentativa de transformar o universo criado em First Class no universo cinematográfico X que vale.
A trama é até bem simples: Num futuro onde os sentinelas têm a habilidade de se adaptar a qualquer poder mutante, e caçam também humanos com o gene x recessivo (que dariam origem a filhos mutantes, tecnicamente), os mutantes estão em extinção. Uma última resistência formada por remanescentes dos X-men, junto com Magneto e novos recrutas, guardam o último refúgio mutante enquanto Kitty Pride envia a consciência do Wolverine de volta para 1973 para impedir Raven de matar o Trask (em vingança pelas experiências horríveis que ele fez com mutantes, especialmente mutantes amigos dela, como Azazel e Angel) e se tornar a Mística “de verdade”, o que acarretará no uso do sangue dela para desenvolver os sentinelas do futuro.
x men 04 X men: Dias de Um Futuro Esquecido X men
Para isso, Wolverine vai precisar unir Xavier e Magneto no passado, época em que não podiam estar mais separados: O primeiro virou um bêbado viciado numa fórmula que Hank inventou para fazê-lo andar (mas que afeta o DNA dele, e portanto isso o faz ficar sem poderes), aliás a mesma fórmula que permite ao Hank manter uma aparência humana de vez em quando. O segundo, está preso num local ultrassecreto após ter sido implicado no assassinato de JFK (É para isso que eles precisam do Mercúrio: para ajuda-los a invadir a prisão e libertar o Magneto).
Para quem é fã da trilogia original, como eu (claro que eu incluo X-men 3 apenas para efeitos de cronologia), o filme é um encerramento digno que corrige alguns pontos da cronologia (Tecnicamente, X-men 3 e Wolverine Origins não aconteceram, mas não ficam claros todos os elementos reescritos no tempo). Para quem é fã de First Class, é uma ótima continuação dos personagens. Mas, para quem é fã dos X-men nos quadrinhos… Éeeeeeeeeeeeeeee Mais ou menos, mais ou menos…
O filme não tem NADA a ver com os quadrinhos (sei que é estranho dizer isso nessa altura do campeonato, mas é sempre bom ressaltar). Mal e porcamente os personagens novos inseridos têm a ver com suas contrapartes da nona arte. O filme é, no entanto, fortemente calcado nos eventos de First Class, e em eventos-chave da trilogia original, e acho que não funcionará muito para quem não assistiu aos filmes anteriores dos X-men (já os filmes solo do Wolverine são sumariamente ignorados).
wolverine X men: Dias de Um Futuro Esquecido X men
As cenas de ação são, realmente, sensacionais. Provavelmente as melhores cenas de ação de qualquer filme relacionado à franquia X-men. As cenas de grupo usam muito bem os poderes combinados, especialmente no futuro, ao enfrentar os sentinelas, e eles não economizam nos efeitos especiais. As mortes são brutais (brutais mesmo, uma hora os sentinelas simplesmente puxam o Colossus pelas pernas e braços e DIVIDEM ELE AO MEIO), e realmente há a sensação de que tudo o mais pode ir para o saco. A cena do Mercúrio é realmente muito foda e, de fato, faz sentido no filme.
As atuações estão muito boas, apesar de que, num filme cheio de atores oscarizados, isso é o mínimo que se espera. O legal mesmo é ver atores como Patrick Stewart e Ian Mckellen de volta (infelizmente, a cena da vampira foi mesmo cortada e a Anna Paquin aparece apenas uns 10 segundos no filme).
x men days of future past mystique jennifer lawrence X men: Dias de Um Futuro Esquecido X men
Não espere, no entanto, que o filme resolva TODAS as incoerências cronológicas entre os filmes. Tem coisas que eles simplesmente ignoram, como a relação entre a Mística e o Xavier, inexistente na trilogia original, mas aqui usada como parte do plot (eles não explicam como o Xavier do futuro está de volta em seu corpo, nem como o Wolverine conseguiu de volta suas garras metálicas no futuro, e principalmente, esqueça qualquer explicação sobre como diabos aKitty Pride passou a ter o poder de mandar a consciência de alguém no tempo – isso só para citar os mais óbvios).
Claramente, Dias de Um Futuro Esquecido serve como um encerramento para a trilogia original e uma sequência de First Class, tanto que eles não se preocupam nem um pouco em explicar como os personagens da trilogia foram de X-men 3 (ou da cena pós-créditos de Wolverine- Imortal, se preferir) para o futuro visto no filme. Mas, em compensação, se esforçam para fazer os personagens de First Class terem uma evolução coerente, e a lacuna de 10 anos entre o primeiro filme e este é desenvolvida, inclusive explicando o que aconteceu com os mutantes que não aparecem (tipo Angel, Azazel, Banshee, etc).
No final do filme, há correções cronológicas. Uma nova linha do tempo é criada, e nela, já descobrimos que X-men 3 não aconteceu, ou aconteceu apenas parcialmente (Ciclope e Jean nunca morreram, por exemplo). Mas a verdadeira “mensagem” é dizer que os filmes com os personagens a partir de agora, NÃO SEGUIRÃO a mesma linha cronológica da trilogia original.
Shadowcat Iceman X men: Dias de Um Futuro Esquecido X men
No fim das contas, Dias de Um Futuro Esquecido é a “Crise nas Infinitas Terras” dos X-men da Fox, e essa é a melhor maneira de ver o filme. Mais como um “mea culpa” que põe alguns pingos nos Is e abre caminho para novos filmes sem tantas amarras cronológicas do que uma história definitiva.
Há um bom tempo atrás, eu escrevi sobre por que achava que X-men: Dias de um Futuro Esquecido merecia ser o melhor filme de Super-Heróis até agora, mas não seria. E realmente não foi. Se você é fã dos X-men dos quadrinhos, vá ao cinema lembrando que este é O Dias de Um Futuro Esquecido para os personagens do cinema, não dos quadrinhos. Mais importante: Que é o Dias de Um Futuro Esquecido da FOX. Com isso em mente, você poderá aproveitar o filme sem autoengano e curtindo os pontos positivos que o filme tem.
Agora, se você é fã dos X-men dos cinemas (seja da trilogia original ou da versão First Class) e caga para os quadrinhos, então vá assistir sem medo, pois o filme entrega tudo o que se espera deste tipo de filme (embora não sem alguns bons furos) e ainda serve como um bom encerramento para a trilogia original.


The Black List


The Blacklist é uma série de televisão norte-americana do gênero espionagem e ação. Estreou em 23 de setembro de 2013 na rede NBC, e no Brasil uma semana depois, em 1 de outubro, no canal Sony Entertainment Television.  The Blacklist é a primeira série da nova safra da TV americana a receber a encomenda de uma temporada completa. Geralmente, as séries estreiam com uma encomenda de seis a treze episódios. Se bem recebidas, ganham uma temporada completa de vinte e dois episódios.





Sinopse:

Durante décadas o ex-agente do governo Raymond “Red” Reddigton foi um dos criminosos mais procurados pelo FBI. Fazendo acordos obscuros com criminosos ao redor do mundo, Red ficou conhecido por muitos como “O Guardião do Crime”. 
Misteriosamente se entrega e faz uma oferta explosiva: Delatará todos os delinquentes com os quais agiu e que se acredita estarem mortos, mas sua única condição é que só está disposto a trabalhar com uma nova agente do FBI, Liz Keen.
Isso desencadeará uma série de eventos tortuosos à medida que começa a corrida para prender terroristas. Quais são as verdadeiras intenções de Red? Por que escolheu Liz, uma mulher com a qual não tem nenhuma vinculação? Será que Liz tem seus próprios segredos?
Red ensinará Liz a pensar como uma criminosa e enxergar além das aparências... Quer queira, quer não.





Elenco Principal:






















Assista a um video da série:




Fontes:

Os Vingadores na TV


Esse mês, Os Vingadores entra em cartaz no Telecine Play. Vamos contar um pouco sobre o filme!

Em determinado ponto de Os Vingadores, Steve Rogers (Chris Evans) questiona se seu uniforme colorido não é muito antiquado e é surpreendido pela resposta de que talvez o mundo esteja precisando exatamente disso. A ideia é a evolução do conceito de heroísmo belamente desenvolvido emCapitão América – O Primeiro Vingador e permeia toda a projeção do mais recente produto da Marvel Studios. É o mesmo Rogers que num diálogo com Tony Stark (Robert Downey Jr.) confronta o bilionário egocêntrico sobre as razões de fazer o que faz. “Você não está preparado para se sacrificar. Você não é um herói”, discute o inconformado Capitão, que depois de perder 70 anos do tempo, acorda num mundo que precisa desesperadamente de um símbolo, não por conta de alguma guerra, o motivo de sua criação nos anos 40, mas graças a um cinismo exagerado que assola a geração atual. Ao mesmo tempo que dialoga com o espectador a respeito desses dilemas, Os Vingadores também encontra espaço para se posicionar entre os melhores filmes de super-herói desde Superman, de 1978. Claro, se sai tão bem, justamente por desenvolver este tema, fortalecendo a mensagem de que símbolos de esperança sempre são bem-vindos.
Fazer um bom filme desse gênero não é uma tarefa fácil. Anos de tentativas e erros estão aí pra provar isso. Fazer um bom filme desse gênero unindo vários super-heróis, então, é uma tarefa hercúlea. Juntar personalidades distintas e, ao mesmo tempo, conseguir que cada uma delas exerça sua função na trama é algo que pouquíssimas vezes deu certo (e isso não apenas em filmes sobre marmanjos superpoderosos de colant), mas, em Os Vingadores, o diretor Joss Whedon é muito bem sucedido nesse objetivo e vai além, já que consegue ainda dividir o tempo de tela de todos, para que ninguém fique ofuscado ou, pior, chame demais a atenção para si.
A Marvel se encarregou de apresentar a maioria dos personagens de Os Vingadores ao longo de 4 anos de filmes. Assim, quando estão reunidos em sua nova produção, não perde tempo com longas explicações ou diálogos expositivos para definir cada um. Mas isso não significa que o filme tenha um roteiro raso (embora a premissa seja bem simples, baseando-se na velha fórmula de “grande ameaça que apenas uma pessoa não poderia derrotar”), já que todos ali exibem novos dilemas, específicos para a trama. Após o já citado confronto verbal, será que o arrogante Tony Stark consegue provar ser um herói? Ou que o deslocado Steve Rogers pode encontrar novamente sua relevância no mundo? Ou ainda, que o contido Dr. Bruce Banner (Mark Ruffalo) tire algo positivo de seu monstruoso alter-ego? Sim, o filme consegue tratar dessas perguntas, e de várias outras, que justificam a motivação destes indivíduos, na mesma proporção que estabelece a força que os move como grupo (e contar mais sobre esse último detalhe seria estragar um excelente momento envolvendo um personagem que se tornou muito querido dos fãs). Mesmo Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e a Viúva Negra (Scarlett Johansson) encontram sua função e são mostrados como personagens muito mais complexos e habilidosos do que se poderia esperar. Apenas Thor (Chris Hemsworth) sofre um pouco com uma explicação apressada de como conseguiu voltar à Terra.
Essa característica do roteiro, escrito por Whedon e Zak Penn, não se limita apenas aos heróis, mas também ao vilão da trama. Não é que Tom Hiddleston está mais a vontade no papel. Loki que não precisa de apresentações e pode ser simplesmente o arauto da destruição que a história pede. O filme-solo de Thor precisava do meio-irmão do Deus do Trovão pra servir de contraponto ao herói e, a seu antagonismo, foi dada uma motivação familiar que Hiddleston soube perfeitamente representar em suas discussões com Odin (Anthony Hopkins). Agora, o público já conhece sua história, o que deixa espaço pra o ator explorar todo o potencial do personagem.
Como adaptação de uma das mais tradicionais equipes da Marvel nas HQs, Os Vingadores se sai de forma mais que satisfatória, mesmo não seguindo à risca a aventura original que os fizeram se unir. Porém, o importante é que todo o espírito dela está presente no filme. Afinal, a função aqui é adaptá-la para uma outra mídia e ainda se manter coerente com 5 longas-metragens que serviram de base para a criação de um vasto universo cinematográfico. Dito isso, é importante ressaltar que raramente um filme baseado em quadrinhos de super-heróis consegue se assemelhar tanto à estrutura de sua versão de papel. Isso deve agradar não só ao fã que cresceu lendo as histórias dos Heróis Mais Poderosos da Terra, mas também ao público que está ali apenas para se divertir com uma boa aventura no cinema, já que seu ritmo tem grande apelo popular. Não é frenético a ponto de atropelar os momentos que não envolvem pancadaria, mas também não é arrastado, impedindo a audiência de se cansar, por mais que o grande atrativo sejam as sequências de ação, quando o filme exige mais diálogos.
Claro que, quando as melhores falas saem da boca de atores como Samuel L. Jackson (no papel do diretor da S.H.I.E.L.D., Nick Fury) e Robert Downey Jr., fica muito mais difícil sentir qualquer cansaço, mesmo com as 2 horas e 20 de projeção. Isso graças ao bem-vindo humor presente no texto. Nunca exaustivo, é inteligente e sempre utilizado no momento certo, prova que os roteiristas entendem perfeitamente o conceito de alívio cômico.
E, claro, as cenas de ação também não deixam o ritmo diminuir. E são várias. Seja quando os heróis lutam entre si no momento de seus primeiros encontros ou quando finalmente se unem para impedir o plano de Loki, a direção de Joss Whedon se mantém  segura e, principalmente, criativa. O diretor pode não ter epifanias visuais ou uma grande competência estética, mas é bem inventivo em determinados momentos. Um deles é uma simulação de plano-sequência, com a câmera percorrendo cada um dos Vingadores em batalha. Notem que o termo “simulação” não é usado de forma pejorativa, mas apenas para apontar que a cena é na verdade uma trucagem técnica e não um plano contínuo real. Em uma outra situação, Whedon é ainda mais feliz ao fazer a câmera girar 180° deixando os personagens de ponta-cabeça, indicando o controle de Loki, que passa a interferir nas emoções de cada um.
Contando com uma boa trilha sonora de Alan Silvestri, num trabalho que, mesmo inferior ao que havia construído em Capitão América – O Primeiro Vingador, consegue empolgar suficientemente nos momentos mais heróicos ou tensos do longa, Os Vingadores é fruto de uma união tão complexa quanto a de um grupo de heróis. A de diversos profissionais dispostos a criar uma adaptação de quadrinhos memorável e que não funciona apenas como tal. É um blockbuster autêntico, com todos os elementos que o público espera e adora conferir numa tela grande. E ainda, num epílogo que evoca os fantasmas do 11 de setembro, justifica de maneira exemplar o tema que inicia este texto, provando que a presença de “campeões da justiça”, mesmo que imaginários para o espectador, nunca é “antiquada”, desde que situada no contexto certo.



Fonte: http://www.cinealerta.com.br/2012/04/28/critica-os-vingadores/